Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Fevereiro 27 2011

Os meus dedos errantes

 

Eugénio de Sá

 

 

Os meus dedos, amor, dedos errantes

Úteis partes de mim, mas que eram teus

Sem o altar do teu corpo são ateus

Não se enternecem a orar como antes

 

São as extremidades destas mãos cativas

Da saudade que as tuas lhes deixaram;

Os meus dedos nos teus, como brincaram

Entrelaçados eles e nossas vidas

 

É triste que hoje os saiba acarinhados

Por outros que talvez não te amem tanto

Enquanto estes meus sofrem, ignorados

 

Mas sensações perduram entretanto;

Nestas mãos que te amaram sem pecado

Ficaram as memórias do encanto!

 

 

Os teus dedos

 

(Susana Custódio)

 

 

Esses teus dedos, dedos vacilantes

Partes úteis de ti que foram minhas

Dedos com que ainda me acarinhas

Mas que estarão perdidos e distantes

 

Estas mãos hoje inertes e cativas

Das carícias que em mim me deleitaram;

Os nossos dedos, como eles brincaram

Longe se encontram eles e nossas vidas

 

Ah, como eles foram tão acarinhados

Pois só tu me amas-te, casta e ternamente

Devem sofrer horrores, ignorados

 

Mas perduraram tantas sensações

Nestas mãos que te amaram, sem pecado

Onde latejam tantas recordações!

 

  

Portugal - Fevereiro 2011

publicado por appoetas às 07:46

Fevereiro 21 2011

SUSANA CUSTÓDIO - SE TU VIESSES ...

 

TEMA

 

TEMA DO ENCONTRO DO DIA 12 DE FEVEREIRO NO VÁ-VÁ

 

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,

A essa hora dos mágicos cansaços,

Quando a noite de manso se avizinha,

E me prendesses toda nos teus braços...

 

GLOSA

 

Se tu  viesses hoje ver-me à tardinha

Poderia contar-te um segredo

Aquele que aqui guardo sozinha

Neste lugar, agora o meu degredo

 

Onde dos teus beijos encerro o gosto

A essa hora dos mágicos cansaços,

Possuo a atroz dádiva do teu rosto

E sinto-me estreitada nos teus braços

 

Anel do tempo em que fui tua rainha

Hoje deslizam rios de lágrimas

Quando a noite de manso se avizinha,

Pergunto-me se ainda me estimas

 

Ou se já cortaste todos os laços

E o alísio segreda amigável

Sonho a tua volta inevitável

E me prendesses toda nos teus braços...

 

11 de Fevereiro de 2011

 

SUSANA CUSTÓDIO

 

Postado por Liliana Josué

 

 

 

 

 

publicado por cantaresdoespirito às 22:22

Dezembro 18 2010

   

À SUSANA CUSTÓDIO

 

Como é bom caminharmos contigo,

Ao teu lado sentimos carinho e Paz!

Fazer prosa e poemas como tu,

Podes crer que pouca gente é capaz!

 

Nem com óculos e menos a olho nu,

Eu descubro o que vai na tua alma!

Dás ternura e sincera simpatia,

Que tua gentileza nos acalma!

 

Agrada-nos o teu jeito e magia,

Que nos leva a olhar mais para ti!

Encantas com tuas formatações

Que são lindas como algumas que vi!

 

Susana! Tu entras nos corações,

Foi tão bom conhecer-te e ao Luís!

Os amigos vão fazendo amizades

Como o nosso Pai do Céu sempre quis!

 

Ao nosso amigo Edson dá saudades,

Julgo ser um professor ajuizado!

Pelas fotos e poemas que vi dele,

É mais um bom amigo a nosso lado!

 

Tenho fé que haja muitos como ele,

Porque os bons são os que podem fazer paz!

A Susana, o Luís e o Edson,

Sabem bem como essa paz se faz!

 

 

  

                                                                                          Autor: Bento Tiago Laneiro

publicado por appoetas às 21:52

Novembro 02 2010

O NOSSO ESPAÇO

 

(Susana Custódio) 

 

Surgiste qual génio da lâmpada 

Em letras finas me contactaste

Deste lado sentia-me aconchegada

Respondendo a tudo que perguntaste

 

O tempo foi passando e não foi em vão 

Ambos semeámos uma linda seara 

Durante esse fictício quente Verão

Coisa que já vai sendo muito rara

 

Soltaram desejos no nosso peito 

Ambos desejámos o trigo colher

Para tal levámos a efeito

O nosso espaço para nos acolher

 

É aí que entre grandes e loucos beijos 

Os nossos corpos se entrelaçam

Dando largas a estes desejos

Fogo e loucura total nos amassam

 

Libertamos o néctar desejado

A qualquer hora do dia ou noite de luar

Neste espaço por nós idealizado

Fundimos os corpos no verbo amar

 

 

Portugal Sintra -  Outubro de 2010

 

publicado por appoetas às 11:47

Maio 03 2010

ENCÓMIO À MINHA MÃE

  

    

(Susana Custódio)

  

 

Mãe minha amiga e companheira,

Professora do meu difícil caminhar,

Frágil vigor sem mostrar canseira,

Soubeste bem ensinar o verbo amar!

 

Noites longas sempre à cabeceira,

Tendo esta débil saúde para zelar,

Cuidados mil! A melhor enfermeira,

A tua grande vitória foi me salvar!

 

Presto da minha vida partiste!

Eu, de olhar imenso, vago e triste

Sozinha fiz as jornadas da mocidade,

 

Vês o amor que habita em mim?

Vagueio só, na lembrança do teu jardim

E nele habito quando a saudade invade

 

 

 

Poema dedicado à minha mãe

 

 

Portugal - Sintra - 02 de Maio de 2010
publicado por appoetas às 01:26

Abril 24 2010

MOTE

 

Que harmonia suave

É esta, que na mente

Eu sinto murmurar,

Ora profunda e grave,

 

GLOSA

 

Que harmonia suave

Esta que oiço confiante

Em tom lacrimoso grave

Põe-me o coração chamejante

 

Vinda assim devagarinho

É esta, que na mente

Me leva a ti de mansinho

Por uma vereda diferente

 

Na ingente sede de te abraçar

O sorriso comigo fará viagem

Eu sinto murmurar,

A melodia que me dá coragem

 

E assim prossigo de forma suave

Sem sofrimento, mas exaurida

Pela nota do teu canto doída

Ora profunda e grave.

 

09 de Abril de 2010´

 

Susana Custódio

Postado, por Liliana Josué

 

publicado por appoetas às 06:16

Abril 01 2010

Temático

 

Mote

 

"Empunhasse eu a espada dos valentes!

Impelisse-me a acção, embriagado,

Por esses campos onde a Morte e o Fado

Dão a lei aos reis trémulos e às gentes."

 

Glosa

 

Ganhasse eu as forças desceria ao inferno

Neste desassossego em mim eterno

Empunhasse eu a espada dos valentes!

Não andaria perdida entre os dementes 

 

Amor que vives assim tão amargurado

Impelisse-me a acção, embriagado,

Tu, no perfume deste trágico amor

Seguirás em constante e pungente dor

 

Abrindo alas e semeando amargura

Por esses campos onde a Morte e o Fado

Caminhando radiosos lado a lado

 

Serão dessa tortura conducentes

E cerrando as vozes a cadeado

Dão a lei aos reis trémulos e às gentes

publicado por mariaivonevairinho às 19:59

Março 30 2010

"DE TARDE"

 

Naquele "pic-nic" de burguesas,

Houve uma cousa simplesmente bela,

É que, sem ter história nem grandezas,

Em todo o caso dava uma aguarela.

    (Cesário Verde)

 

 

            G L O S A

 

Naquele pic-nic de burguesas,

Fui tomada da tua superior atenção

Nessa tarde abundante de surpresas

Que d'alegria me encheram o coração.

 

Entre tudo o que naquela tarde vivemos

Houve uma cousa simplesmente bela,

Passe o tempo e jamais esqueceremos

O que neste doce momento se revela

 

O começo de um amor sem certezas

Cobre-nos com o seu gracioso manto

E que, sem ter história nem grandezas,

Em nós se instalou com todo o encanto

 

Imaginei momentos dessa tarde numa tela

Pintados com esta fantasia tão determinada

E um dia talvez possas dizer; não é requintada

Em todo o caso dava uma aguarela

 

Em 23 de Março de 2010

 

publicado por virginiabranco às 01:15
editado por appoetas às 12:50

Março 19 2010

 

FELIZ DIA DOS PAIS A TODOS OS AMIGOS
 
 
A Primavera da minha infância
És tu meu grande e único amor
Alegre, cuidavas desta criança
Enchendo os dias frios de calor
 
De mão dada minuías a distância
Com beijos mitigavas a ânsia
Dos desamores foste domador
Matando-me os medos com ardor
 
Pai! Meu único amor, meu querido
Que saudades sinto do teu regaço
Em noites de trovoada o forte abraço
 
 Na tua voz encontrava a calma
Ah! Como te sinto em minh’alma!...
Na lembrança! O nosso amor vivido…
 
SUSANA CUSTÓDIO
Portugal - Sintra, 19 de Março de 2010
publicado por appoetas às 20:02

Fevereiro 09 2010

Nasceu um novo dia, ouço o cântico destes amigos

Destes amigos que passeiam neste jardim florido

Florido por muitos outros amigos

Amigos que a nós se juntam aqui na Associação Portuguesa de Poetas.

Na Associação Portuguesa de Poetas, espalhamos o novo dia

O novo dia é sempre poesia,

Poesia que todos os dias cantamos,

Cantamos também a Deus com muito amor

Muito amor, muita alegria

Espalhamos, em uníssono, esta bela sinfonia

Que comove até Deus

Feito Menino na nossa ternura.


 

Dezembro de 2009


 

Susana Custódio

Postado por Liliana Josué

publicado por cantaresdoespirito às 21:55

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